sábado, 27 de agosto de 2011

A fusão multirracial do supergrupo Go


Steve Winwood é um artista bastante conhecido devido ter pertencido de uma grande banda, o Traffic, tocado ao lado de Eric Clapton, no Blind Faith e ter lançado álbuns mais pop nos anos 1980. Klaus Schulze, o pessoal das antigas o conhece bem, pois fez parte do Tangerine Dream, Ash Ra Tempel e uma magnífica carreira solo que perdura até hoje.

Al DiMeola, creio, mais conhecido entre músicos do que do grande público. Exímio guitarrista já enveredou por vários estilos, fez nome mesmo foi no meio jazzístico, principalmente ao lado de Chick Corea. Michael Shrieve é mais conhecido por ter sido baterista de Carlos Santana e dado um show a parte no Festival de Woodstock de 1969.

Stomu Yamashta, este não é muito conhecido fora do seu país, o Japão. Começou como percussionista e logo foi ampliando seu interesse musical, passando por jazz, música erudita, se destacando na criação de peças para percussão e orquestra.

Esta turma, um pouco incomum, se juntou em 1976 para criar sob a liderança de Yamashta o supergrupo Go. Lançaram três álbuns, Go (1976), Live in Paris (1976) e Go Too (1977), este último já um pouco descaracterizado, mas incluí Paul Buckmaster, músico arranjador e compositor que ficou famoso por ter colaborado em belos arranjos em discos de Elton John.

O grande destaque está no show de Paris, no qual o experimentalismo proposto pelo grupo fica mais evidente nos excelentes improvisos. Interessante citar é quem conhece bem o trabalho destes músicos, reconhece facilmente as características desses músicos nas canções.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Wolfgang Riechmann – Wunderbar (1978)


É uma música fria, tipicamente alemã. Riechamann foi um dos muitos incríveis músicos do chamado movimento Krautrock e participou de grupos pouco conhecidos como Spirit of Sound, em 1968, de Wolfgang Fluer e Michael Rother, este último fez parte do Kratwerk e depois formaria o Neu.

Mais tarde, Riechmann faria parte do Streetmark com o qual gravou o álbum “Eillen”. Em 1977 ele começou um projeto solo que veio a ser seu único álbum, "Wunderbar" terminou em 1978 e cuja finalização nunca seria visto pelo seu autor pois três semanas após o fim da gravação, é morto por dois bandidos bêbados em um bar na parte antiga da cidade de Dusseldorf, em 20 de agosto de 1978.

Wunderbar tem muita semelhança com o os álbuns The Machine Man e Autobamm do Kraftwerk, mas isto é devido por ter passado pelos mesmos caminhos experimentais que culminou no synth pop e ter trabalhado com Michael Rother. Em Wunderbar, Riechamnn toca quase todos os instrumentos.