domingo, 13 de novembro de 2011

Dark Moor - Between Light and Darkness (2003)



A história é mais ou menos assim: uma moça que espanhola - que canta em bandas de rock desde os 12 anos idade (!) -, chamada Elisa Martins, depois de passar por alguns grupos inexpressivos encontrou guarita no Dark Moor.

Com a banda, Elisa participou de três álbuns: Shadowland (1999), The Hall Of The Olden Dreams (2000), The Gates of Oblivion (2002). Eram bons discos de Power Metal e ponto: Elisa resolveu sair junto com mais dois colegas do grupo para logo montar o Dreamaker. No entanto, deixaram registrada uma despedida: Between Light and Darkness - um EP composto por canções acústicas, uma versão orquestral de "Dies Irae" e três faixas inéditas.
Elisa Candelas Martin

Ao por a primeira faixa para ouvir, “Memories”, se leva um susto: - que voz maravilhosa é essa? Elisa Martin soltou a voz como nunca, cantando com uma energia e sentimento ainda não visto nos álbuns anteriores. E é principalmente nas canções acústicas, numa sequencia de três músicas – Memories, From dawn to Dusk e A Lamento f Misery – nas quais Elisa canta num fôlego só, não deixa tempo para nós respirarmos (nem ela).

Os dez minutos da versão para Dies Irae, que faz parte da obra Requiem de Mozart, também não passa desapercebida, nem faz feia The Shadow of the Nile e a instrumental erudita Echoes of The Sea.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Groundhogs - Blues Obituary (1969)


Groundhogs foi uma excelente banda de rock e blues, que tinha um grande guitarrista, Tony McPhee – infelizmente não ficou tão famoso quanto seus contemporâneos do estilo. A banda foi originalmente formada com o nome de The dollar Bills em New Cross, Londres, 1962, pelos irmãos Pete e John Cruickshank, que nasceram na Índia! McPhee que junto ao grupo um pouco depois direcionou o som para o blues e renomeou o grupo para Groundhog.

De início eles acompanhavam John Lee Hooker em Londres (o nome da banda veio de uma canção de Hooker), chegando a lançar um disco em conjunto. No entanto, um álbum de originais viria apenas em 1968, “Scratching the Surface”, que era formado por Tony McPhee (vocal e guitarra), Peter Cruickshank (baixo) e Ken Pustelnik (bateria).

Seus álbuns mais conhecido são “Thank Christ for the Bomb” (1970) e “Split” (1971), mas este “Blues Obituary” é um regaço! Época em que começaram a expandir o seu blues para além de suas fronteiras tradicionais dos 12 compassos.

O Groundhogs já tinha ganhado reputação na década de 1960, enquanto acompanhava John Lee Hooker e como os demais grupos da época – Ten Years After, Cream, Savoy Brown, Chicken Shack e Fleetwood Mac – a banda também tinha sua arma secreta: o cantor e compositor e guitarrista Tony McPhee. “Blues Obituary” pode ser considerado como um de suas melhores performances no estúdio.

O disco é chamado de obituário do blues (em português) e traz uma capa que lembra os filmes de terror à moda antiga ao estilo da Hammer. O fato é que esta é uma obra de transição, voo mais alto daria a banda com os álbuns seguintes, nos quais chegam até flertar com o rock progressivo, abandonando aos poucos a veia blues (seria esse o motivo do álbum chamar “Blues Obituary”?). Mas de qualquer forma seus três primeiros álbuns, vão existir sempre nas mentes de seus fãs como um dos segredos mais bem guardados do movimento do blues inglês.