segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Groundhogs - Blues Obituary (1969)


Groundhogs foi uma excelente banda de rock e blues, que tinha um grande guitarrista, Tony McPhee – infelizmente não ficou tão famoso quanto seus contemporâneos do estilo. A banda foi originalmente formada com o nome de The dollar Bills em New Cross, Londres, 1962, pelos irmãos Pete e John Cruickshank, que nasceram na Índia! McPhee que junto ao grupo um pouco depois direcionou o som para o blues e renomeou o grupo para Groundhog.

De início eles acompanhavam John Lee Hooker em Londres (o nome da banda veio de uma canção de Hooker), chegando a lançar um disco em conjunto. No entanto, um álbum de originais viria apenas em 1968, “Scratching the Surface”, que era formado por Tony McPhee (vocal e guitarra), Peter Cruickshank (baixo) e Ken Pustelnik (bateria).

Seus álbuns mais conhecido são “Thank Christ for the Bomb” (1970) e “Split” (1971), mas este “Blues Obituary” é um regaço! Época em que começaram a expandir o seu blues para além de suas fronteiras tradicionais dos 12 compassos.

O Groundhogs já tinha ganhado reputação na década de 1960, enquanto acompanhava John Lee Hooker e como os demais grupos da época – Ten Years After, Cream, Savoy Brown, Chicken Shack e Fleetwood Mac – a banda também tinha sua arma secreta: o cantor e compositor e guitarrista Tony McPhee. “Blues Obituary” pode ser considerado como um de suas melhores performances no estúdio.

O disco é chamado de obituário do blues (em português) e traz uma capa que lembra os filmes de terror à moda antiga ao estilo da Hammer. O fato é que esta é uma obra de transição, voo mais alto daria a banda com os álbuns seguintes, nos quais chegam até flertar com o rock progressivo, abandonando aos poucos a veia blues (seria esse o motivo do álbum chamar “Blues Obituary”?). Mas de qualquer forma seus três primeiros álbuns, vão existir sempre nas mentes de seus fãs como um dos segredos mais bem guardados do movimento do blues inglês.

Um comentário:

  1. Interessante a banda, gostei do nome do disco e do video... parecem ter um senso de humor bem único... mas naõ sou uma ardente fã de blues, entaõ, naõ me fascina muito.
    Parecem bons, e o post como sempre, ficou bem legal.
    Beijokas
    Mary Joe

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